It is not an animal, it is a spiritual force,
flowing like a river, dancing like the wind.
Each step a breath between sky and earth,
a secret kept from a world that fell silent.
Indigenous peoples say that, in the vision of ayahuasca,
when the spotted jaguar emerges from the blue mist,
it does not come to terrify, it comes to awaken,
a new cycle, a self that had been asleep.
It walks alone, but it is not lonely,
autonomous like the moon in a dark sky,
able to see light within its own shadows.
It does not flee, it crosses, it endures.
That is why it appears in visions of courage,
at the hour when ancient fears resound,
in forgotten truths searching for light,
in postponed paths that call to be walked.
The boa teaches how to heal, how to weave
glimmers of calm over invisible wounds.
But the jaguar teaches how to be,
to decide, to rise, to define boundaries.
It does not strike on impulse; it observes.
It waits for the moment when silence speaks,
and when it moves, it does not turn back,
each step a promise, each gesture an affirmation.
Then the heart races, not from fear,
but from life asking for attention,
from a soul that feels the call.
Ayahuasca does not protect you with it;
it hands you the strength you forgot you had,
within you, always, the jaguar that waits
to cross, to initiate, to set your journey in motion.
O Espírito Xamânico da Onça:Rumo à Soberania Interior
Ela não é animal, é força espiritual
que flui como rio, que dança como vento.
Cada passo um suspiro entre o céu e a terra,
um segredo guardado do mundo que ficou em silêncio.
Os povos originários contam, na visão da ayahuasca,
quando a onça pintada emerge da névoa azul,
não vem para aterrorizar, vem para acordar,
um ciclo novo, um eu que estava adormecido.
Ela caminha só,mas não é solitária,
autônoma como lua no céu escuro,
que enxerga o brilho nas próprias sombras,
que não foge, ela atravessa, ela endurece.
Por isso surgenas mirações da coragem,
na hora dos medos antigos que ressoam,
nas verdades esquecidas que buscam a luz,
nos caminhos adiados que clamam por andar.
A jibóia ensina acurar, a tecer
lampejos de calma sobre feridas invisíveis.
Mas a onça, ela ensina a ser,
a decidir, a erguer-se, a definir os limites.
Ela não ataca porimpulso, observa,
espera o momento em que o silêncio fala,
e quando se move, não volta atrás,
cada passo uma promessa, cada gesto uma afirmação.
Então o coraçãoacelera, não de medo,
mas de vida que pede atenção,
de alma que sente o chamado.
A ayahuasca não te protege com ela,
ela te entrega a força que você esqueceu de ter,
dentro de você, sempre, a onça que espera
para atravessar, para iniciar, para movimentar sua jornada.